quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Goiás prepara parceria inédita com setor privado para escolas públicas
Os modelos devem ser colocados em prática como projetos-pilotos já em 2016, segundo Raquel Teixeira, secretária da Educação de Goiás
A Secretaria de Educação de Goiás está finalizando dois modelos de terceirização para escolas públicas do Estado: um para entregar parte da gestão de unidades escolares a uma OS (organização social) e outro para terceirizar serviços escolares não pedagógicos por meio de PPP (parceria público-privada).
Os modelos devem ser colocados em prática como projetos-pilotos já em 2016, segundo a secretária da Educação de Goiás, Raquel Teixeira, que revelou detalhes da ideia nesta quarta-feira (2) durante o Seminário Internacional Caminho para a Qualidade da Educação Pública: Gestão Escolar, promovido pelo Instituto Unibanco e correalizado pela Folha, em São Paulo.
O Estado, que seria o primeiro do país a adotar esses modelos de terceirização do serviço público na área da educação, deve lançar ainda neste mês um edital de chamamento para as organizações sociais. Nesse modelo, segundo Teixeira, as vantagens estão em tornar a contratação de docentes mais flexível e transformar o vínculo dos professores temporários menos precário seriam contratados via CLT e poderiam ter ganhos maiores.
No modelo via PPP, uma empresa tomaria conta da construção, reformas, manutenção, limpeza e vigilância da escola. Nos dois casos, os diretores das escolas seguirão sendo servidores concursados da educação goiana.
A OS vai poder contratar professores e funcionários. Temos 30% de professores temporários, que em algumas regiões vira 60%. É um contrato muito precário, disse Raquel Teixeira. Na parceria público-privada, você deixa com os professores e com o grupo gestor a responsabilidade pela aprendizagem do aluno, afirmou.
Embora defenda as propostas com veemência, Raquel Teixeira reconhece que a terceirização na educação pública é algo novo e muito polêmico e prevê algumas etapas para a implantação em Goiás, entre as quais uma audiência pública ainda neste ano na Assembleia Legislativa do Estado.
A terceirização na educação é vista com ressalvas entre especialistas, pois as mudanças no modelo de gestão não causariam impacto significativo nos resultados da sala de aula.
A experiência educacional de Goiás foi um dos casos positivos detalhados durante o seminário. O Estado obteve a segunda melhor média do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) para o ensino fundamental e a melhor para o ensino médio em 2013.
Entre as iniciativas que ajudaram a rede estadual de ensino, Teixeira destacou os investimentos feitos na formação de professores, a elaboração de um currículo estadual de referência e um sistema de avaliação amostral a partir do qual a Secretaria de Educação apresenta sugestões dirigidas às escolas para a superação de dificuldades dos alunos.


Comentário
A parceria com as organizações sociais não é certeza de melhoria  na qualidade dos serviços público, visto que em São Paulo,a rede municipal de saúde também os estaduais são grandes estruturas mais há falha no  atendimento à população. Na educação podemos vivenciar isso,  a baixa remuneração dos professores,  falta de capacitação e plano de carreira  Grupo: 7

Postado pela   Vilma

Um comentário:

  1. Vilma,

    Tenho que concordar contigo de que a transferência da responsabilidade para o setor privado não garante a oferta de um serviço de qualidade.

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